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Alma-gémea

Bonito tema de conversa, certo?

O termo alma-gémea é muitas vezes usado mas há dois tipos de comportamento face ao tema. Há quem acredite piamente que algures neste planeta há uma pessoa destinada a fazê-la feliz e há as que nem querem saber e pensar muito menos. Onde é que eu me encaixo no meio disto tudo? Já vão perceber onde é que quero chegar.

Tenho um lado racional muito forte, que me faz não só relativizar aquilo que sinto e vivo como também abafa vezes sem conta o meu lado emocional. Não é fácil quando recebemos e não conseguimos dar. Claro que nem tanto ao mar nem tanto à terra. Não sou nenhum monstrinho mas digamos que a capacidade de ser óbvia é nula.

Há uns meses atrás andava meio sem rumo e sem capacidade de fazer por mim aquilo que devia ser feito. Uma amiga que andava a ver-me com uma inércia não habitual  aconselhou-me a fazer algo, mesmo que desconhecesse. Fi-lo quase sem noção e foi uma experiência daquelas para relembrar. Não vou pormenorizar o que fiz. Até porque foi intenso e foi meu. Mas digamos que de uma forma inesperada me disseram que deixasse de remar contra a corrente. Os dados estavam lançados e eu tinha tido a sorte de me ter cruzado (de novo) com a minha alma-gémea. Quando este assunto veio à baila a minha reacção foi algo “sim, sim, ele é a minha alma-gémea. Só me faltava esta agora!”. Depois de uma longa conversa e várias perguntas às quais as respostas eram tão óbvias que até doíam, sai daquele espaço como se tivesse levado um baque. Como se estivesse a processar à velocidade de caracol toda aquela confirmação.

Já cheguei há conclusão que chega uma altura em que os sinais são mais que óbvios. O Universo conjumina a favor de algo que não controlamos. Nem todas temos essa sorte, bem sei, mas a mim aconteceu-me. Acontece-me.

Tendo a noção de tudo isto, o que é que eu faço? A minha especialidade. Fujo.

Patologia típica de quem não se entrega totalmente, de quem tem medo e principalmente de quem não tolera dependências. O Amor torna-nos nisso certo?

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