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Bar Vs Tinder: Qual o sítio (digital ou não) com maior probabilidade de conheceres o tal?

Na semana passada como é habitual no meu grupo de amigas juntamo-nos para um jantar que de saudável tem muito, principalmente nos temas de conversa. Tudo se resume a trabalho, contas para pagar, o pouco exercício físico que fizemos e homens. Principalmente homens. Ora é aquele que põe conversa no Facebook, ora é aquele que pisca o olho no caminho para casa, ora é aquele que não nos liga nenhuma. Há sempre alguém de volta do pote de mel! Mesmo que seja aquele alguém com quem não temos qualquer tipo de afinidade mas que parece aquelas moscas a bater na janela na luta inglória de chegar até à rua. É nesta fase que eu gosto da minha vertente bruta e desbocada. “Sai daqui mosca chata!”… Done!

O jantar da semana passada tinha tudo para ser o habitual. Um carregar de baterias em que nos esticamos sempre na hora e no outro dia estamos ko para ir trabalhar. Mas conversa para cá, conversa para lá, uma das minhas amigas, comprometida, e bem, por sinal (ele passou no teste de nos aturar bêbadas), lançou a questão “viram a reportagem da sic sobre as aplicações para encontrar a cara-metade?”. As solteiras em questão, eu incluída, respondemos que sim e que até conhecíamos de outras amigas lá estarem. E foi aqui que a intervenção começou. Chamemos as coisas pelos nomes. É aqui que toda uma nova realidade se abre perante nós e surge a ideia “Porque é que vocês não criam um perfil?”, gargalhada geral claro e depois pensámos “Why not?”.

A verdade é que isto de sair à noite quando se é solteira começa a ser um pouco decadente. Não é que não se encontre gente interessante, com um full pack de inteligência, humor e um físico digamos que apelativo. Mas depois as coisas acabam sempre por descambar. É incrível. Falo por experiência e por ter carradas de amigas solteiras que falam do mesmo fenómeno. Homens na casa dos 30 anos que têm medo, pânico, pavor de se comprometer. “Ai meu deus, como é que isso se faz? Vai doer?”

E depois temos aquelas pessoas que não sei como é que saíram à rua. Perdoem-me a frieza mas há cada caça-à-mulher-que-está-bêbada-e-eu-vou-conseguir-engatar que até dói, até me dá vontade de me benzer sendo que de religiosa tenho muito pouco ou nada. Gente com aquilo que eu chamo de “dançar da galinha” e que dá vontade de dizer, “vai ali sentar-te um bocadinho que não estás a fazer boa figura”, gente bêbada que nem um cacho e mais recentemente turistas. Sabemos que Lisboa está inundada de turistas e sair à noite tem sido muito interessante, nomeadamente para praticar o meu inglês. Italianos que se fingem de espanhóis, malta com pestanas brancas, ou a técnica habitual de engate que envolve duas questões SEMPRE: “Qual é a melhor discoteca de Lisboa?” e “Como é que eu vou para os bares da Rua Rosa?”. Há aqui todo um potencial de negócio, devia cobrar pelas informações que dou. Mas isso dava para outro tema de conversa que de engate e diversão tem muito pouco.

Por isso aceitei o desafio de fazer a experiência “Bar Vs Tinder” sempre a par com a minha amiga e vou ser cobaia para partilhar a minha experiência neste campo e aí veremos a taxa de concretização, digamos assim. Gosto desta palavra, e do potencial destas plataformas. Nunca tinha pensado fazê-lo e não sei bem no que vai dar mas a vida são dois dias e os Santos Populares são praticamente uma semana. Wish me luck 😉

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  1. Pingback: It's a Match: criei um perfil no Tinder e agora? -

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